No post anterior foi elencado oito princípios de negócios a serem implantados em conjunto com a adoção de um Sistema de Recomendação. Antes de detalhar cada princípio, vamos entender alguns detalhes como um sistema de informação usa as informações para recomendar.

Precisamos entender questões como:

  • De onde podem vir as informações utilizadas pelos Sistemas de Recomendação?
  • Qual a importância que cada informação deve possuir?
  • Como informações de diferentes fontes podem ser relacionadas?

As respostas dessas questões serão fundamentais para que possamos ajustar os parâmetros do nosso sistema de recomendação a fim de obtermos as recomendações mais pertinentes ao nosso negócio.

De posse das entradas precisamos avaliar como usaremos as recomendações, ou seja, como vou exibí-las aos nossos clientes. Para responder essa questão precisamos identificar quais os tipos de cada recomendação e como elas podem ser sugeridas aos nossos clientes.

As entradas para os sistemas de recomendação devem ser entendidas como a forma que os clientes expressam as suas preferências.

Referentes aos tipos de entradas existentes nos sistemas de recomendação elas são classificadas em:

  • Explícitas: As entradas explícitas mais comuns são as classificações realizadas pelos usuários, sejam através de notas (valores numéricos ou simbólicos) ou através de atributos e palavras chaves nas declarações dos clientes;
  • Implícitas: As entradas implícitas mais comuns são o histórico de compras e o padrão de navegação dos usuários e clientes;

Quando pensa-se nos tipos de saídas dos Sistemas de Recomendação o mais comum é a sugestão. Ela se expressa em ocasiões como, por exemplo, na frase “Você gostaria do produto X enquanto está finalizando a sua compra?”. Além da sugestão pode-se ir além nesse processo. Ao sugerir um produto pode-se adicionar uma nota de correlação do produto ao usuário ou cliente, essa nota é uma predição.

De posse de tantas maneiras de encantar nossos clientes com recomendações de qualidade precisamos definir o que realmente ele julgará importante. A próxima etapa é construir um sistema de recomendação, encontrar o melhor ajuste, obter feedbacks dos clientes e usá-los para melhorar  o sistema de recomendação. Veja que processo cíclico fantástico. Uma ferramenta que nunca está pronta mas que sempre tem mais “poder”.

Termino o post com a seguinte frase de Thomas Carlyle, proferida em 1833 ” O homem é um animal que usa ferramentas… sem ferramentas ele não é nada, com elas ele é tudo.”

Um grande abraço!