Hoje daremos início a uma série de “posts” na forma de artigos falando sobre Sistemas de Recomendação. Começaremos abordando algumas questões como, por exemplo: o que são Sistemas de Recomendação? Eles são úteis? Onde podem ser aplicados? Quais os benefícios que eles trazem ao meu negócio? E os meus clientes, o que ganham? Além das questões relacionadas ao negócio discutiremos as técnicas científicas utilizadas e as mais recentes tecnologias que suportam os sistemas de recomendação.
Vamos começar transcrevendo um relato que nos causa muita surpresa.
Uma senhora liga para um Call Center pedindo um livro de dietas. No diálogo de venda do livro a operadora diz: “Hoje nós temos um Kit de churrasco com 10% de desconto, a senhora estaria interessada?”
A senhora responde: “Sim, estou!”
Em uma outra empresa, uma senhora faz um pedido de um travesseiro. A operadora de Call Center pergunta se ela estaria interessada em um sutiã.
A senhora responde “Sim!”
Em qualquer empresa “normal” as ofertas das operadoras parecem bem estranhas, oferecer um Kit de Churrasco para quem procura livro de dieta! Um sutiã para quem procura travesseiro?! A grande surpresa, essas ofertas foram convertidas em vendas. Vendas que foram além do desejo inicial do cliente.
Mas o que levou essas operadoras de Call Center fazerem essas ofertas? Magia negra? Bola de Cristal? Feitiçaria? Pura sorte?
Nada disso é claro! As operadoras não agiram por vontade própria. Elas estavam sendo auxiliadas por uma nova tecnologia, os Sistemas de Recomendação.
Steve Jobs, fundador e CEO da Apple disse uma frase que se adequa perfeitamente ao contexto: “Muitas vezes as pessoas só sabem o que querem depois que você mostra a elas.” Quando oferecemos algo que se identifica com a pessoa e com o contexto corremos um grande risco, o risco de deixarmos essa pessoa encantada. Será que essa pessoa não poderia ser o seu cliente? Pense nisso! Até a próxima!